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Designer

Bernardo Senna (Rio de Janeiro, 1975) formou-se em design de produto na UFRJ em 1997. Trabalhou com a equipe do Instituto Nacional de Tecnologia a partir de 1995, projetando produtos, equipamentos e veículos. Após a graduação, participou da criação da primeira revista brasileira de design on-line, a Novo Conceito. Entre 2004 e 2006, foi Coordenador do CentroDesignRio, onde paricipa de diversas ações de promoção, e tem a oportunidade de compilar o livro Momentum: Design contemporâneo no Rio de Janeiro. Em 2005 é convidado para representar o jovem design brasileiro no Salão Maison et Objet em Paris. Participa em 2006 de exposição de design brasileiro no evento Design Mai em Berlim. No ano seguinte é selecionado para a publicação Design Brasil volume 2 que apresenta os mais importantes designers basileiros contemporâneos. Atualmente, desenvolve produtos e mobiliário para diversas empresas.

O que você acha do projeto Brasil é cosi, que visa mesclar exposição de design brasileiro, porém de uma forma comercial?

Creio que o design brasileiro necessita hoje justamente passar do estágio de objeto de interesse para efetivamente participar do mercado internacional de forma competitiva e consistente. Precisamos de muitas mostras comerciais como essa.
O que significa para um designer expor no salão Internacional do Móvel de Milão?

Sentir que temos condições hoje de ter um espaço relevante no cenário internacional, que um trabalho de décadas tem um sentido e é importante.

Você pode falar um pouco sobre sua peça a ser expostas em Milão?
Todos os objetos são constituídos de basicamente um componente. O porta toalhas Clip e o gancho de parede Ivy, em arame de 6mm, seguram os objetos, enquanto traçam desenhos na parede com suas formas e sombras. A mesa de cabeceira Nite, em acrílico dobrado, com seu tampo duplo, cria espaço para guardar livros, etc, sem criar bagunça. O revisteiro de chapa de aço Nippon suporta revistas sem danificá-las, criando um escultórico ponto focal no ambiente.
A rigidez conceitual, a leveza e a qualidade de produção, características do design nórdico se associa ao jogo de cintura e à diversidade brasileira, resultando em formas novas e fabricação simples, atendendo à funcionalidade.

Como você vê o cenário atual do design brasileiro?

Parece que estamos superando as últimas barreiras: As indústrias hoje demandam design, o público está muito mais informado e exigente, os designers estão aprendendo a linguagem da produção e o mercado externo não enxerga mais apenas o exotismo.

 



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